Mário CésarAs lâmpadas conferem diferentes efeitos e dimensões aos ambientes, detalhes que devem ser considerados na escolha dos itensCada vez mais bonitinhas e com milhares de opções, as lâmpadas podem ser divididas em incandescentes e de descarga. A lâmpada incandescente, inventada pelo jornalista Tomas Alva Edison em 1879, mantém basicamente o mesmo princípio de funcionamento até hoje. Essas lâmpadas possuem filamentos (que podem ser de quartzo, mas o mais usado é mesmo tungstênio. A lâmpada de Edison usava filamento de carvão) dentro de um bulbo hemerticamente fechado, onde o ar foi substituído por gases (em geral o argônio). Quando a corrente elétrica passa pelo filamento, ele se incandesce, reage com os gases e emite luz.
As lâmpadas incandescentes comuns têm vida útil menor (em média mil horas) e sua potência varia entre 15 e 500 watts, mas são muito mais baratas. Possuem diversos modelos, tamanhos, cores e formatos. Elas podem ter bulbo leitoso ou transparente. O bulbo transparente causa ofuscamento ou sombras, que podem ser evitados com o uso da lâmpada leitosa.
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Ainda entre as incandescentes, há aquelas que possuem bulbo espelhado, muito usadas em spots, chamadas de refletoras. Essas lâmpadas são usadas em iluminação com foco dirigido. Outra opção são as lâmpadas defletoras. Usadas para iluminação indireta, essas fontes de luz, têm a parte superior do bulbo coberta por uma camada espelhada, que reflete a luz em direção da base da lâmpada. Essa lâmpada produz luz difusa e aquece bastante o ambiente precisando, muitas vezes, de soquetes especiais.
Ainda na lista das incandescentes, estão as halógenas e dicróicas. Mais brancas que as incandescentes comuns e com vida útil até 10 vezes maior, as halógenas possuem o bulbo de quartzo (mais durável) que, quando a corrente elétrica é acionada, estimulam as moléculas de gás halogênio no interior do bulbo. Elas possuem alta eficiência luminosa. As lâmpadas dicróicas obedecem o mesmo princípio. Elas são, na verdade, lâmpadas halógenas com refletores espelhados e abertura de foco específica. O refletor dicróico produz uma luz ainda mais branca e seus focos possuem aberturas de 12, 24 e 38 graus. São ideais para destacar objetos.
A lâmpada fluorescente é do tipo lâmpada de descarga. Possuem em geral forma de tubo, são encontradas em diferentes diâmetros e suas paredes internas são revestidas de material fluorescente. No seu inteiror os gases ou vapores são ativados por radiações produzidas por descarga elétrica, daí sua classificação. Essas lâmpadas são extremamente econômicas e podem ser 20 vezes mais duráveis que as incandescentes comuns. São ótimas para ambientes que necessitam de iluminação homogênea e fria, como banheiros e cozinhas e necessitam de instalações especiais, como reatores, por exemplo.
Já as lâmpadas fluorescentes compactas possuem tamanhos reduzidos e são encontradas em diversas formas (bulbo dobrado, duplo, circular...algumas se parecem com estalactites de uma caverna). Elas incorporam reator eletrônico (que permite acendimento imediato, sem ficar piscando) em uma base tipo rosca comum (E27). Em relação às fluorescentes tradicionais, as compactas não fazem sombras, não ofuscam, reproduzem melhor as cores e oferecem maior conforto visual.

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