Os planos municipais e estadual de educação devem contemplar o cumprimento de 20 metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado em junho do ano passado pela presidente Dilma Rousseff. Dados da edição 2015 do Anuário Brasileiro de Educação Básica, divulgado no início do mês pela ONG Todos Pela Educação, indicam que Ensino Médio e Ensino Integral devem ser os principais gargalos do Paraná em relação ao cumprimento das metas. A publicação se baseia em estatísticas de 2013. Neste ano, enquanto o Estado tinha 94,6% da população de 6 a 14 anos matriculada no Ensino Fundamental de nove anos, em conformidade com a meta de universalizar este atendimento até 2020, no Ensino Médio a taxa líquida de matrículas era de 58,8%, número distante dos 85% preconizados pelo plano. Outra meta é universalizar até 2016 o atendimento para toda a população de 15 a 17 anos. O índice de jovens que concluíram o Ensino Médio até 19 anos é de 62,5%.
Com relação à Educação Integral, o documento preconiza oferecer esta modalidade de ensino em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender pelo menos 25% dos alunos da Educação Básica. Em 2013, o Estado tinha apenas 13,1% do total das matriculas em Educação Integral.
Os dados relativos ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontam que a educação paranaense registra pequenos avanços. Nos anos finais do Ensino Fundamental, a nota passou de 3,6 em 2005 para 4,3 em 2013. Nos anos inciais, o avanço foi de 4,6 para 5,9. Mais uma vez, o Ensino Médio apresenta os piores resultados. A nota do Ideb, que era de 4,0 em 2011, caiu para 3,8 em 2013.
Ainda sobre o Ideb, os municípios que atingiram a meta estabelecida pelo Ministério da Educação somam 77,2% nos anos iniciais do fundamental e apenas 25,8% nos anos finais, em escolas públicas, indicando que ainda há 73,7% de municípios que precisam batalhar para atingir um índice satisfatório.
Para a Educação Superior, a meta do PNE é elevar a taxa bruta de matrícula nesta modalidade para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta e a expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas do segmento público. No Paraná, em 2013, a porcentagem de matrículas da população de 18 a 24 anos no Ensino Superior era de 21,2%.
Outra meta estabelece que a qualidade de ensino seja elevada pela ampliação da proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de Educação Superior para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% de doutores. No Estado, há 73,8% de professores com mestrado ou doutorado nas universidades, sendo 33,3% deles doutores.
A educação superior também terá fundamental importância para o cumprimento da meta que visa garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o DF e os municípios, no prazo de um ano de vigência do PNE, política nacional de formação e valorização dos profissionais da Educação, assegurando que todos possuam formação específica em nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Conforme o anuário, em 2013, no Paraná, havia 86,1% de professores de educação básica com ensino superior.

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