No mundo, 800 milhões de pessoas passam fome
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sábado, 02 de junho de 2001
De Londrina 
O Fundo das Nações Unidas para Alimentação (FAO) estima que 800 milhões de pessoas passam fome, continuamente, em todo o mundo. A maior parte localizada nas áreas mais pobres do planeta, em especial na África, alguns países da Ásia e da América Latina e também em bolsões de miséria em países desenvolvidos, fruto, em grande parte, do crescimento do desemprego e o abandono das políticas sociais numa era globalizada e neo-liberal.
Só no Brasil, segundo dados de 1993, existem 32 milhões de pessoas em estado de indigência total. Considera-se indigente a pessoa cuja renda familiar corresponde, no máximo, ao valor da aquisição da cesta básica de alimentos. A cesta deve atender aos requerimentos nutricionais recomendados pela FAO/OMS/ONU, para a família como um todo, acima de um dólar ao dia. O Nordeste continua apresentando os maiores índices de indigência, com todas suas consequências, entre as quais a fome e a desnutrição da população atingida.
Porém, as outras regiões, inclusive o Sul do País, apresentam índices significativos. Segundo o economista Francisco Menezes, coordenador da Área Sociedade Sustentável e membro da Rede Interamericana Agricultura e Democracia (RIAD), em documento preparado para o Encontro Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, realizado em 98, em São Paulo, o que causa espanto é que, fora do Nordeste, em estados considerados exemplares no nível de desenvolvimento e riqueza que alcançaram, como o Paraná, a proporção da população abaixo da linha da pobreza chega a quase 40% do total da população rural. (T.E)


