Em Londrina, existe uma de rede de atendimento à mulher vítima de violência, que abrange também os filhos menores. ''A violência que atinge a mãe afeta também o filho. Mesmo que não seja agredido fisicamente, ele sofre a violência emocional'', explica a secretária municipal da Mulher, Sueli Galhardi.
Segundo ela, o Centro de Atendimento à Mulher (CAM) oferece ajuda psicológica, assistência social e dá encaminhamento jurídico para as mulheres que buscam quebrar o ciclo da violência. No ano passado, o serviço atendeu 275 novos casos de agressão contra à mulher. Quando há risco de morte, as vítimas e seus filhos são levados até a Casa Abrigo, onde podem ficar por até três meses. A maioria das mulheres já tem a medida protetiva quando chega ao local.
Gerente da Casa Abrigo, Viviane dos Reis Martins, diz que as mulheres envolvidas em casos mais graves são encaminhadas para outras cidades ou estados. ''Isso ocorre quando envolve homens muito perigosos. O ideal seria prendê-los, porque nós entendemos que a medida protetiva não protege realmente'', admite. ''Temo em desligar uma mulher daqui quando há um homem solto e de alta periculosidade procurando por ela.''
Auxílio-moradia
As mulheres vítimas de violência doméstica de Apucarana são inscritas em um programa que fornece auxílio-moradia. De acordo com Simone Sartori dos Santos, assistente social da Secretaria da Mulher, a inserção no programa ocorre quando não há outra altenativa para retirar a mulher do convívio do agressor. ''Concedemos uma bolsa de R$ 400,00 que deve ser usada para pagar aluguel e contas de água e luz. Assim, ela busca uma casa em um bairro escondido e pode continuar trabalhando'', afirma. Duas mulheres estão recebendo a ajuda.
Uma das exigências para participar é que tenha sido registrado boletim de ocorrência. O programa tem duração de seis meses, mas pode ser prorrogado. Conforme Simone, 159 mulheres tiveram medida protetiva no ano passado e cinco reincidências foram registradas. (M.A.)

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