Julio César Guimarães, de 41 anos, formou-se em Engenharia Elétrica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), em Curitiba. Ele está concluindo mestrado na área na Universidade Estadual de Londrina (UEL). ''Decidi fazer o mestrado pelo aperfeiçoamento profissional e para me qualificar mais para o mercado de trabalho. É um diferencial'', explica.
Guimarães relata que percebeu a necessidade de fazer um mestrado após a graduação, já no mercado de trabalho, quando estava empregado no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). ''Os graduados, quando terminam o curso, geralmente pretendem entrar diretamente no mercado e alcançar estabilidade profissional. Não pensam no aperfeiçoamento acadêmico'', observa o mestrando.
Ele acredita que essa preferência da maioria dos graduados pode gerar problemas no futuro. ''Pode ser danoso para o futuro da pesquisa, da geração de conhecimento'', diz Guimarães, que atualmente é professor da Universidade Norte do Paraná (Unopar). (F.G.)

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