Sair da cidade, ficar em contato com a natureza e reabastecer as energias para o dia a dia são os fatores que levam a técnica de assuntos universitários Laureci Silvana Cardoso a enfrentar trilhas em morros e montanhas. Praticante de trekking e montanhismo, ela busca superar os limites do próprio corpo motivada pela satisfação de chegar ao topo. "O cansaço é o que menos importa quando a gente chega lá", garante ela, que começou a praticar o esporte em 2005, incentivada por amigos em uma viagem ao Canyon Guartelá, na região central do Paraná.
Desde que decidiu viajar para as montanhas, ela alimentou sonhos convertidos em desafios a serem superados. O primeiro deles foi conhecer Machu Picchu, no Peru. Em seguida, explorou Cuba. A próxima empreitada dever ser escalar o Aconcágua, na Argentina, que ela planeja realizar no ano que vem. "Assim que finalizo um objetivo, já começo a planejar o próximo", garante.
Entre todas as aventuras experimentadas, o percurso mais difícil foi superado há pouco tempo, na travessia da serra Farinha Seca, no Paraná. "Não tinha trilha, foram quatro picos que subimos no meio da mata", relembra. Como viajou de ônibus para encontrar os companheiros de viagem em Curitiba, ela conta que já começou o percurso cansada. Depois de andar por mais de seis horas e escalar barrancos pelo caminho, no final da tarde Laureci estava exausta e ainda tinha que enfrentar a travessia de um rio. "Achei que não ia conseguir chegar, mas fui motivada pelo incentivo do grupo. No dia seguinte estava recuperada, com muita vontade de continuar", relata.
Nos caminhos em meio à natureza, ela gosta de andar com calma, curtindo a paisagem e "pensando na vida". "Quem viaja comigo sabe que não gosto de conversar nas trilhas. São momentos importantes de reflexão", revela.
Desde que começou a praticar montanhismo, afirma que se tornou uma pessoa mais feliz. "O contato com a natureza melhora a qualidade de vida", diz. A superação das "pedras no caminho" até o cume da montanha dá ferramentas para enfrentar, também, as dificuldades do dia a dia. Entre outros ensinamentos, ela aprendeu nas trilhas a exercitar o companheirismo, melhorando a convivência com pessoas diferentes e a dividir problemas e ouvir o outro para encontrar as melhores soluções. (C.A.)

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