Assessor da Pastoral da Juventude no Paraná, padre Joel Nalepa afirma que a participação e o envolvimento dos jovens ainda não são tão significativos quanto gostaria. ''Precisamos falar uma linguagem diferente, termos horários de encontros e reuniões mais flexíveis, usar das ferramentas tecnológicas e das músicas para nos aproximarmos da realidade deles. É um conjunto de elementos para que tenham identificação com a igreja'', pontua.
Apesar das modificações, ele pondera que os valores essenciais absolutos da religião continuam iguais, mas com possibilidade de escolhas. ''Anos atrás, o que a igreja dizia era lei. Hoje, nada é imposto. Se algum jovem não concorda, ele simplesmente não participa dos movimentos. Os que permanecem são os que acreditam que a vivência da juventude pode ser pautada nos valores que pregamos'', acrescenta o padre, que também é membro da Comissão Nacional dos Bispos (CNBB) para a Jornada Mundial da Juventude (JMV).
Milhares de jovens em todo Brasil se preparam para a vinda do papa Bento XVI no ano que vem, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. Além da missa realizada pelo líder máximo da igreja católica, o evento contará com celebrações, aprendizado sobre a fé católica, missas, adorações, palestras e shows. A edição de 2011, realizada na cidade de Madri, na Espanha, reuniu cerca de três milhões de jovens do mundo todo. Esta é a primeiro vez que o evento acontece no Brasil.
Até a jornada, várias atividades estão acontecendo para a data tão aguardada. No Dia Nacional da Juventude, jovens de todo o País conduziram, em forma de peregrinação, réplicas da imagem de Nossa Senhora de Nazaré e a cruz de madeira (símbolos da JMJ). Em Londrina, uma réplica dos símbolos ficará uma semana em cada paróquia, que promove atividades especiais como comemoração. Como não poderia ficar de fora do universo tecnológico, é possível seguir pelo iPad, iPhone ou Android o trajeto da cruz original que, atualmente, está no estado do Pará. (M.T.)

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