2011 anos atrás vinha ao mundo um dos mais expressivos líderes religiosos de toda a história: Jesus Cristo. Sua vida e seus feitos ganharam seguidores que consolidaram o Cristianismo como a religião com o maior número de fieis em todo mundo. Protagonista dessa história, o povo judeu também se tornou eficiente no desenvolvimento de tecnologias agrícolas devido, sobretudo, à escassez de espaço.
''Além do trigo e cevada, produziam oliva, tâmara, uva e vinho. Criavam bois, jumentos, ovelhas e carneiros. Seu sistema era igualitário, com as terras distribuídas aos cidadãos em área que a família pudesse explorar de forma independente'', cita o professor de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ricardo Ralisch. Havia ainda a produção coletiva de cereais.
Nessas áreas, após a colheita, se permitia a entrada dos pobres para retirar as sobras. ''Comenta-se que há passagens que citam que Jesus e seus discípulos se valeram disto para se alimentar algumas vezes.'' Seguindo a filosofia de partilha e solidariedade, o dia do nascimento de Jesus, para muitos, é comemorado com a tradicional ceia de Natal. No entanto, a mesa farta de alimentos variados, indiscutivelmente, só é possível porque ao longo da história a humanidade deu início ao desenvolvimento da produção agrícola.
O início da história
O desenvolvimento da agricultura na história da humanidade motivou o fim dos movimentos nômades e a fixação dos grupos em áreas de terras férteis. ''Por um longo período, a produção de alimentos conviveu com a extração e a caça, o que garantia a diversidade alimentar que a agricultura inicial não fornecia. Éramos colhedores e caçadores. Neste panorama, entretanto, foram se formando aglomerados humanos com diferentes intensidades de atividades agrícolas e diferentes ritmos de evolução'', explica o professor.
Segundo Ralisch, os primórdios da atividade agrícola datam de 14 mil anos atrás, no final da Pré-história, quando grupos desenvolveram a capacidade de semear, plantar e cultivar sua própria alimentação em algumas circunstâncias. ''As margens dos rios, por exemplo, ofereciam boas condições, principalmente aqueles em que havia uma grande área inundada nas épocas de chuva. Esta inundação cíclica fertilizava o solo, mas também impedia que uma vegetação espontânea mais densa se formasse. Isso facilitou o domínio destas áreas, já que não havia necessidade de desbravar ou desmatar'', completa.
Progressivamente, iniciou-se, então, o desenvolvimento de tecnologias que aumentassem a capacidade de produção. ''Além das técnicas construtivas da agricultura, surgiram a fabricação de ferramentas agrícolas pelos chineses, as técnicas de contenção e drenagem das águas dos rios pelos povos da Mesopotâmia e as propostas de irrigação dos povos do Nilo.'' Surgiram, então, as aglomerações e floresceram as primeiras civilizações.
A agricultura se expandiu para produção de frutas, fibras - como linho e seda - animais e de outras matérias primas. O domínio das técnicas e da comercialização de produtos agrícolas ajudaram a consolidar inúmeros impérios da Antiguidade, como o Romano. (M.T.)

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