Na casa de engenheiro, separação é exemplar
Na casa do engenheiro químico e de segurança do trabalho Aurelino Costa Filho, a destinação correta dos resíduos recicláveis é levada a sério. Além de separar para a coleta seletiva todos as embalagens e materiais que não têm mais serventia, ele ainda faz compostagem com folhas, cascas de frutas e legumes. Para a coleta de lixo orgânico, procura enviar apenas o chamado "rejeito", como papel higiênico e alguns restos de alimentos. Consciente sobre a escassez dos recursos naturais no planeta, a família ainda tem o cuidado de lavar embalagens recicláveis com água da chuva que coletam em um sistema de reaproveitamento. "Temos três lixeiras: a reciclável, a orgânica e os rejeitos", conta ele, que utiliza a compostagem como adubo na própria casa, uma chácara em um condomínio na zona sul de Londrina.
A região, segundo ele, tem 21 condomínios de casas e também moradores dos distritos e patrimônios próximos. Como a Campanha da Fraternidade deste ano foi relativa a saneamento básico, ele está mobilizando os fiéis da paróquia Santana para por em prática os ensinamentos divulgados pela igreja. Uma das frentes deste trabalho é justamente organizar melhor a coleta seletiva nos condomínios, conscientizando moradores e administradores sobre a importância de reciclar e também realizar a compostagem. "Estamos em fase de convencimento das administrações", antecipa. Outra preocupação da paróquia é com relação à bacia do Ribeirão Cafezal. "Queremos que a Sanepar assuma um projeto de revitalização da bacia, com apoio da igreja e de outras entidades."
Costa Filho lembra que a responsabilidade sobre a destinação correta dos resíduos que as famílias consomem é de todos. Por isso, toma cuidados também na hora de comprar. "Não uso sacolas plásticas, prefiro transportar as compras do supermercado em caixas de papelão. Também tomo cuidado com as embalagens e dou preferência para as retornáveis, no caso das bebidas. Quando não é possível, compramos latinhas de alumínio e ainda separamos os lacres para as campanhas que trocam por cadeiras de rodas." (C.A.)





