Ter uma banda de rock consagrada está entre os sonhos mais corriqueiros de muitos adolescentes. William Fernandez, de 35 anos, que durante nove anos tocou guittara na banda Subtera, de Londrina, levou a sério este projeto de vida e, convicto de que queria trabalhar com música, consolidou uma carreira na área. Depois que a banda acabou, ele se profissionalizou como técnico de som e, em meio a trabalhos com nomes consagrados da música brasileira, como Titãs, Sandy e Ratos de Porão, hoje presta serviços para a banda Charlie Brown Junior.
Até chegar neste patamar, porém, Fernandez experimentou várias possibilidades. Teve estúdio em Londrina, trabalhou em eventos locais como o festival de teatro Filo, arriscou-se em São Paulo, onde estabeleceu uma boa rede de contatos, e hoje goza de uma relativa estabilidade na área.
''Trabalhava numa casa noturna em São Paulo. Fiz muito baile funk até conseguir oportunidades de atuar com artistas 'maiores''', revela. Como acontece em outras áreas, buscar a excelência é o caminho para obter boas oportunidades. ''Sempre tive preocupação de fazer um bom trabalho'', afirma.
Com uma vida que inclui viagens por todo o Brasil e contato direto com artistas famosos, ele minimiza o glamour da profissão citando a carga de responsabilidade sobre os técnicos. ''A gente fica sem comer, sem dormir, até dar tudo certo. O glamour fica com os artistas'', brinca.
Sobre o estilo de vida que adotou, Fernandez garante que é um misto de escolha própria e destino. ''Minha ideia inicial era ter uma banda, mas hoje prefiro trabalhar sozinho. Banda é igual casamento'', compara ele, que apesar de muitas vezes se cansar da estrada, sente falta desta ''rotina'' quando está em casa.
Com a experiência de quem está há quase vinte anos no mercado, ele garante que as boas oportunidades aparecem para todos, mas se repetem entre quem trabalha com profissionalismo. (C.A.)

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