Municípios com mais registros preparam ações
Entre os municípios paranaenses que tiveram epidemia de dengue no período 2012/2013, Paranavaí (Noroeste) foi o que teve o maior registro de casos em números absolutos, com 9.966 confirmações. Sete pessoas sofreram complicações decorrentes da doença (quatro delas com febre hemorrágica) e uma morreu.
"A preocupação maior é que a gente não saiu da epidemia, porque ainda há a presença do vetor e a circulação do vírus no município", diz Randal Calil Fadel Filho, diretor de vigilância em saúde da Prefeitura de Paranavaí.
Ele relata que entre os dias 21 e 26 de outubro o comitê local de combate à dengue vai desenvolver uma série de ações em Paranavaí. Por meio de uma parceria entre polícias Militar, Civil e Ambiental e a Vigilância Sanitária, haverá fiscalização em 16 fundos de vale identificados como focos de dengue quem for flagrado despejando material nesses locais sofrerá medidas punitivas.
Em escolas, entidades representativas e igrejas, haverá atividades educativas. Outra ação será a distribuição de panfletos com informações sobre a dengue por toda a cidade. Segundo Fadel, depois será desenvolvido um cronograma de atividades, com reforço no quadro de agentes de endemias.
Campo Mourão (Centro-Oeste) foi o segundo município paranaense em número de casos de dengue no último período epidemiológico, com 3.696 ocorrências confirmadas e cinco óbitos. Carlos Bezerra, supervisor técnico de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, alega que foram tomadas várias providências para evitar que a epidemia se repita.
"Intensificamos as ações de campo contratando agentes de endemias. Na época (auge da última epidemia), estávamos com 26 agentes e chegamos a 44. Esses agentes a mais foram contratados como celetistas. Depois, fizemos concurso público e hoje estamos com 34. Vamos fazer mais um concurso para contratar mais 16 e chegar a 50", descreve Bezerra.
De acordo com o supervisor, também foram ou estão sendo promovidos mutirões de limpeza, treinamento de profissionais que atuam na atenção básica, agilização dos processos de notificação, ações integradas com os agentes comunitários de saúde, revisão do plano de contingência e reestruturação do Comitê Intersetorial de Combate à Dengue. Outra medida é a aplicação de multas a proprietários de imóveis com focos de dengue: segundo Bezerra, foram 1,1 mil autuações para responsáveis por terrenos baldios e 60 em residências e estabelecimentos comerciais desde março. (F.G.)





