O primeiro e único cemitério de animais do Estado existe há 13 anos e está localizado em Colombo (RMC). De acordo com a proprietária, Sandra Fumagalli, o empreendimento nasceu de uma necessidade particular. Ao morrer, a cachorra de estimação da família foi entregue à prefeitura por recomendação do veterinário, e para surpresa e indignação de todos, o corpo foi parar em um aterro sanitário. ''Foi muito triste. Ficamos imaginando que muitas pessoas deviam passar pela mesma situação, sem alternativas mais dignas.'' Assim nasceu o projeto do cemitério Jardim do Bom Amigo, que ocupa uma área de 14 mil metros quadrados e já abriga mais de quatro mil animais enterrados.
Com a falta de opções em outras cidades, é comum o local receber corpos levados por proprietários do interior do Estado. ''Nos últimos anos aumentou muito a procura pelo serviço. Hoje as pessoas estão mais conscientes e passaram a confiar no serviço'', afirma Sandra. Ela revela que vem estudando a possibilidade de abrir uma franquia do cemitério em Londrina para atender à demanda da região. Além disso, a partir de junho deve entrar em funcionamento o equipamento para cremação dos corpos, para aqueles que preferirem. ''Percebemos que cada dia mais pessoas demonstram interesse por este tipo de serviço, embora a maioria ainda opte por enterrar.''
Os valores para o enterro do bichinho de estimação no cemitério vão de R$ 260 (plano temporário, que prevê a retirada e transferência dos restos mortais para um ossário coletivo, depois de três anos, mediante consulta à família) a R$ 1,2 mil (plano perpétuo, com direito a lápide de granito), em se tratando de animais de porte maior. Independentemente do plano, há uma taxa anual de manutenção, de 30% do salário mínimo nacional (em torno de R$ 200).
No interior de São Paulo também há cemitérios particulares de animais que são modelos para o Brasil. O da cidade de Campinas, fundado há 17 anos, já possui 1,2 mil túmulos de animais em mais de cinco mil metros quadrados. Conforme Ricardo Fiel, gerente comercial, o negócio é organizado e funciona exatamente como um cemitério humano. ''Há opção de enterro individual ou coletivo, sepultamento em gavetas ou cremação individual ou coletiva'', pontua. O enterro custa R$ 130 para animais pequenos e R$ 150 para grandes.
Mas, ao contrário dos cemitérios humanos, o gerente explica que o cliente não adquire a posse do túmulo. ''Além da taxa de manutenção trimestral é necessário revalidar anualmente o contrato no mesmo valor caso o proprietário deseje manter o túmulo.'' Aqueles que querem ter um momento de despedida com o animal, podem ainda contratar um velório, a ser realizado em uma sala exclusiva. ''A procura ainda é muito grande pelo enterro. De toda nossa demanda, 90% prefere enterrar do que cremar. A questão afetiva realmente é visível. Muitos levam fotos na sala de velório.''

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