O ‘‘sexo frágil’’ está dando uma lição aos ‘‘machões de plantão’’. As mulheres são mais estressadas do que os homens, sim, mas não apresentam tantos problemas de saúde quanto eles. Pelo menos essa é a opinião da presidente da International Stress Management Association (ISMA, associação de combate ao estresse) no Brasil, Ana Maria Rossi.
Os motivos que deixam as mulheres mais sensíveis a pressões externas são principalmente três, considera Ana Maria. O primeiro são as características fisiológicas, como menstruação, gravidez e menopausa, que provocam determinadas reações no emocional, como a tensão pré-menstrual.
A segunda razão é porque, na opinião da presidente da ISMA-BR, culturalmente a mulher tem algumas discriminações que não afetam o público masculino. ‘‘A mulher deve ser funcional mas não agressiva, sensual mas não sexual, bem sucedida sem deixar de lado as obrigações domésticas’’, diz. Por causa dessa diversidade de papéis - mãe, esposa, amante, trabalhadora, confidente - a mulher acaba se sobrecarregando, o que seria o terceiro motivo de estresse.
‘‘Devido a essas três coisas, se assumiria que a mulher pagaria um preço mais caro do que o homem em relação à saúde. Mas não é assim’’, afirma. Segundo pesquisas da ISMA, o sexo feminino tem antítodos para lidar com o estresse. Um deles seria a consciência feminina do seu corpo, buscando um médico já nos primeiros sinais de uma doença.
De acordo com Ana Maria, o fato da mulher conversar sobre seus problemas, coisa que os homens não têm o costume de fazer, também ajuda. A fé que a mulher tem também ajuda, segundo a ISMA. Ela conta que a gravidez também beneficia a mulher, que aprende a respiração abdominal. Além disso, os momentos de busca da beleza, como a ida ao cabelereiro, contribuem para as mulheres ficarem mais relaxadas. (R.F.)

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