Outra ocupação que acabou de ganhar lugar na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) são as doulas. Essas profissionais oferecem orientação e suporte durante toda a gestação, na preparação e no momento do trabalho de parto, e também no pós-parto, com auxílio à amamentação e ao vínculo mãe-bebê. ''As pesquisas confirmam que ter uma doula durante o parto reduz o risco de intervenções e o número de cesáreas, além de proporcionar à mãe e ao pai uma experiência mais gratificante nesse momento tão especial, que é o nascimento de um filho'', afirma Renata Frossard, doula em Maringá.
Para ela, a inclusão da atividade na CBO é um sinal de reconhecimento. Na prática, Renata considera que a classificação é o primeiro passo para uma maior profissionalização, e também para a definição de diretrizes em relação ao que se pode caracterizar como trabalho das doulas.
Também da área de saúde, uma profissão bastante tradicional ganhou classificações diferentes na CBO. Os farmacêuticos, até então designados ''farmacêuticos bioquímicos'', passaram a ser classificados farmacêuticos ''em atenção farmacêutica'', ''em análises clínicas'', ''em indústrias de alimentos'', ''fitoterapeutas'', ''em controle de qualidade e tratamento de água'', ''em biotecnologia industrial'', em ''análise de solo'' e ''clínico''.
As mudanças eram uma reivindicação antiga da classe profissional. Luis Maldonado, assessor técnico do Conselho Federal de Farmácia (CFF), explica que as inclusões refletem as atualizações do mercado. ''Acupuntura, por exemplo, não tinha previsão (para atuação dos farmacêuticos) e agora está garantido'', explica.
Para ele, outra vantagem é que os empregadores terão mais capacidade de encontrar, entre os farmacêuticos, profissionais aptos a exercerem atividades diferenciadas, como por exemplo para trabalharem em cozinhas industriais, indústria da esterilização ou mesmo com engenharia genética.(C.A.)

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