Os taxistas avaliam que a regulamentação promovida pelo prefeito Pedro Papin serve mais para uma arrumação geral na prestação do serviço do que para melhora deles. Conforme o decreto assinado pelo prefeito, o município se encarregou de doar a tinta aos motoristas. Em contrapartida, eles arcaram com o serviço de pintura dos carros e com a regularização da documentação junto ao departamento de trânsito.
De acordo com o prefeito, 90% dos 40 taxistas da cidade já aderiram à mudança e pintaram seus veículos de amarelo. Os outros 10% ainda resistem à mudança. Um empecilho seria o custo da pintura, que não sai por menos de R$ 150,00.
Um taxista ouvido pela Folha, que ainda não aderiu à mudança, confirmou a pressão relatada pelo vereador Luiz Carlos de Oliveira. Sem se identificar, ele diz que ‘‘já ouviu falar que quem não pintasse o carro, poderia perder o alvará para trabalhar’’.
A resistência de alguns motoristas, segundo ele, é porque a cor desvaloriza o veículo. ‘‘Ao invés de somente definir uma cor para os carros, o prefeito deveria se preocupar em exigir veículos mais novos e com quatro portas, o que já existe em outras cidades’’.
O taxista Edilson Maia Gomes discorda do colega. ‘‘Foi uma boa medida do prefeito porque ficou mais fácil trabalhar. Quando passa o carro amarelo todo mundo sabe que é táxi. Também dificulta os assaltos’’, comenta.
Ele afirma que pagou R$ 150,00 para adequar o Corcel II, ano 81, ao decreto. Mas avalia que valeu a pena. ‘‘Ivaiporã começou a ser uma cidade civilizada e os usuários estão achando melhor porque diferencia o carro’’. Já o taxista Célio Magri é menos otimista. ‘‘Em certos pontos foi bom, mais isso não vai aumentar o serviço para nós’’, avalia.

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