Foi o consumismo desenfreado que levou a jornalista Maria Sílvia Rodrigues Zanatta, de 43 anos, a adotar o estilo de vida minimalista. Casada e mãe de duas meninas de 13 e 5 anos, ela percebeu que consumia demais quando se deu conta que tinha muitos pares de sapato mas não sobrava dinheiro para ir ao cinema. "Tinha dívidas grandes no cartão e faltava dinheiro no bolso. Sofria muito com esta situação, porque me obrigava a adiar sonhos, vontades e desejos", recorda.
Após organizar a vida financeira, ela mudou totalmente a rotina de consumo. Hoje, faz listas do que realmente precisa e não compra nada que esteja fora do planejamento. No Natal, por exemplo, ela relacionou todos os presentes que teria de adquirir, estabeleceu valores e começou a pesquisar em outubro, fugindo da "loucura" do final do ano. "Comprei muita coisa pela internet e consegui economizar pelo menos 50%", garante.
As filhas estão acostumadas com o estilo da mãe e, hoje, conseguem entender a necessidade de refletir antes de comprar. "Antes, a gente entrava na loja e ia levando as roupas para o provador, enchíamos o carrinho do supermercado sem critério. Hoje, seguimos a lista e compramos o que realmente precisamos", afirma.
A estabilização da vida financeira foi o primeiro passo para viabilizar a realização de sonhos. Para levar as filhas à Disney, por exemplo, ela fez um plano de poupança de 72 meses. "Não importa a demora, pois agora sabemos que o plano vai sair do papel", diz. Outro hábito incorporado por Sílvia foi o de doar objetos sem uso para quem precisa. "No início, as caixas de doação eram enormes. Hoje, como consumimos menos, elas estão reduzidas", conta. (C.A.)

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