Movimento busca garantia de direitos
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sábado, 17 de março de 2012
Redação Folhaweb 
No Paraná, o movimento dos policiais militares busca o cumprimento da chamada Emenda 29, aprovada pela Assembleia Legislativa em 2010 e que prevê a remuneração por subsídio, ao invés do atual soldo. Na elaboração do novo escalonamento, a reposição salarial fica em torno de 20% para todas as categorias.
Segundo o coronel RR João José Ramirez Ribeiro Junior, assessor da presidência da Amai, a reposição proposta pelo governo do Estado resulta em um desequilíbrio entre a maior remuneração (dos coronéis) e o que ganham os soldados. Segundo ele, em 1998, o soldo dos soldados correspondia a 35% do que ganhavam os coronéis. ''Hoje, essa relação é de 19%. O governo não quer negociar sobre a possibilidade de 35%'', diz.
Por conta desse novo escalonamento, muitos policiais estariam solicitando aposentadoria por 25 anos do trabalho. ''Após a publicação da tabela, em um único dia foram registrados 600 pedidos de aposentadoria'', informou, acrescentando que a previsão da Amai é de 50 aposentadorias por semana, em todo o Estado, nos próximos dois anos. ''Serão quatro mil policiais a menos. Considerando que já temos uma defasagem de quatro mil policiais e a PM tem capacidade para formar 2,5 mil novos policiais por ano, vamos chegar à Copa do Mundo de 2014 sem o efetivo necessário'', prevê .
Outra determinação da Emenda 29 é que os candidatos ao ingresso na Polícia Militar tenham formação superior em qualquer área. A única exigência com relação aos cursos diz respeito aos cargos de oficiais. Nesse caso, é preciso diploma de bacharel em Direito para a PM ou Engenharia para o Corpo de Bombeiros.
Ramirez considera a exigência positiva. ''Hoje, 60% a 65% da tropa já têm curso superior, mesmo não sendo obrigatório. Quando percebemos que a tropa estava indo buscar conhecimento, veio o entendimento de elevar para todos'', afirma.
Leia mais na matéria da repórter Carolina Avansini
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