O perito criminal aposentado Luiz Victor Val Myszkowski, de 64 anos, revela do alto da experiência que os profissionais da área são movidos pela paixão. Segundo ele, a despeito da falta de estrutura, os peritos conseguem se destacar e mudar o rumo das investigações porque gostam do que fazem e são compromissados com o trabalho. Por isso, ele defende a equiparação salarial da categoria à dos delegados de polícia. "A discrepância entre os salários é muito grande", afirma.
Especializado em grafotecnia, ele coleciona histórias dos tempos em que atuava nas investigações. "O único exame que tem 100% de eficiência é o grafotécnico", garante ele, que em seguida pegou o bloco de anotações da repórter para mostrar características na letra que atestavam que se tratava de uma canhota.
Um fato celebrizado por fotos em jornais e imagens na TV foi no dia em que ele teve de "emprestar" o cavalo de um morador próximo à região onde um pequeno avião se acidentou. "Eu não tinha mais condições físicas para subir o morro", diverte-se. O perito também afirma que os peritos – apesar de estarem suscetíveis ao engano – raramente erram. "Para um perito, nada é pior do que ser pego em um erro", garante, (C.A.)

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