Inalva CorsiCadeira da Emu: design arrojado e mostra do que abrigou a feira em Milão, o evento mais significativo da categoria e que évisitada por empresários do mundo inteiroA globalização abriu as portas do Brasil para diversas tecnologias, informação e novidades em todo o mundo, reduzindo distâncias. As feiras de negócios se apresentam como um grande atrativo ao grande número de pessoas que desfrutam dessas facilidades.
Cálculos de Holf Zulauf, agente de viagem especialista na realização de grupos para visitas a feiras estrangeiras, apontam que anualmente cerca de cinco mil pessoas ligadas ao segmento de móveis visitam feiras específicas na Europa e nos Estados Unidos.
O Salão Internacional do Móvel de Milão é o evento mundial mais significativo nesta categoria. Não apenas pelo tamanho, já que reúne mais de dois mil expositores europeus, principalmente da Itália, num espaço de 300 mil metros de área construída, mas principalmente pela expressão do design italiano, tido como o melhor do mundo.

Inalva CorsiO Salão Internacional de Milão reuniu expositores de toda a Europa, em especial da Itália, num espaço de 300 mil metros quadrados: lugar para ver tendências ou viabilizar negóciosNesta edição, a feira - realizada de 16 a 22 do mês passado - não deixou nada a dever àqueles que foram em busca de tendências para móveis e decoração. Também foi considerada satisfatória por aqueles que foram visitá-la com o intuito de fazer negócios.
A feira, mais uma vez confirmou a superioridade dos designers italianos, que inspiram profissionais em todo o mundo. Para o designer de móveis, Carlos Alberto Bandeira, de Arapongas, esta situação está mudando. ‘‘Desde que começaram a visitar as feiras estrangeiras, os fabricantes ampliaram os conhecimentos e estão aplicando-os em seus produtos’’, afirma, lembrando que hoje isso é possível porque já se dispõe de tecnologia que garante certas execuções, porém ainda falta muito para o produto brasileiro atingir o status do design italiano.
Aproveitando esta lacuna, os italianos começam a ver no Brasil um importante mercado consumidor. Até porque o mercado italiano está retraído e o brasileiro em alta, pelo menos na opinião de fabricantes como Vitttorio Ambrasio, de Cantu, que já iniciou negócios com lojas em São Paulo e Rio de Janeiro.
Assim como os fabricantes, os lojistas também estão descobrindo as feiras estrangeiras. Milão recebeu este ano expressiva presença de compradores de lojas brasileiras, inclusive do Paraná. Num primeiro momento para observar e comparar preços, para depois fazer negócios. Celio Brandet visitou Milão pela primeira vez. Diz ter ficado impressionado com a qualidade dos móveis. ‘‘Nossas lojas são voltadas ao consumidor de classe mais baixa, portanto acredito que o produto italiano ainda não está acessível a este público.’’
Já Regis Dubrule, de uma rede de lojas, já faz negócios com empresas italianas, entre elas a Emu, de Marsciato. Giampietro Dore, diretor para exportação, acredita que a linha lançada no Salão de Milão vai interessar ao cliente brasileiro. ‘‘É um produto com perfil semelhante ao vendido pela rede’’, afirma.
Se a presença de visitantes brasileiros está cada vez mais expressiva, a participação de expositores nacionais é inexpressiva. Por falta de incentivos ou ainda de competitividade, o produto brasileiro praticamente não foi visto nesta importante mostra internacional.

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