Motoboys querem fundar cooperativa
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de agosto de 2001
De Curitiba 
Preocupados com o índice de acidentes envolvendo motocicletas, motoboys que atuam em Curitiba devem se reunir no próximo dia 25 para tentar montar uma cooperativa com os motoqueiros. Eles querem garantias trabalhistas que hoje não são definidas pelas empresas, como seguro de vida e assistência médica. O motoboy Eldo Schluter, um dos organizadores da reunião, estima que até o final deste ano a cooperativa pode começar a operar.
Segundo Schluter, a profissão é muito instável e arriscada e a cooperativa quer buscar apoio legal para os motoboys que circulam na cidade. ''Se o motoqueiro for roubado, ou se envolver em um acidente, ele não tem amparo nenhum'', conta. Ele admite que é uma profissão perigosa, principalmente porque os motoqueiros precisam lidar com dois fatores que nem sempre são aliados: o tempo e o trânsito.
O bancário aposentado Wilson Roberto Amaral tem um empresa que contrata serviços de motoboys e avalia as condições de trabalho dos motoqueiros como precárias. ''Eles precisam trabalhar até 14 horas por dia, na entrega de diversos serviços e a convivência no trânsito é estressante e perigosa.'' (K.M.)


