A dúvida de uma pessoa que perde um familiar que foi infectado pela KPC, geralmente é a mesma: Se não fosse a bactéria, a pessoa teria mais chances de vida? Para a infectologista Maria Terezinha Carneiro Leão, essa não é uma preocupação descabida. ''A bactéria só se instala em pacientes que estão muito debilitados, com baixa imunidade. Estes, normalmente, também apresentam várias comorbidades e outras infecções. Por não existir tratamento específico para KPC, as chances de vida do paciente diminuem'', afirma.
Hoje, o tratamento mais eficiente é a associação de três medicamentos. Fabio Motta, presidente da Aparcih, acrescenta que a existência de poucos antimicrobianos sensíveis à bactéria ''traz um risco de morte elevado''.
Mas para saber se a bactéria causou a morte é outra história. Segundo Motta, no laudo do atestado de óbito de uma pessoa infectada por KPC vai apenas o diagnóstico ''sepse'', ou seja, infecção. Mesmo não sendo oficial, os hospitais também devem avisar ao serviço funerário as condições do paciente que veio a óbito por infecção, em especial a KPC, para que os agentes tomem precauções na manipulação do corpo. A FOLHA apurou, entretanto, que em Londrina este acordo é descumprido sistematicamente. Muitas vezes, o agente só fica sabendo da infecção por relatos da família. (M.T.)

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