"O atendimento aqui é bom, sempre tem médico, mas claro que se tivesse um hospital, por menor que fosse, era melhor", opina o profissional autônomo Adair Simplício, de 54 anos, morador de Pitangueiras (Região Metropolitana de Londrina). Simplício aguardava para ser atendido na única unidade básica de saúde (UBS) da cidade, que possui três mil habitantes.
Com gastrite e úlcera no estômago há um ano e meio, Adair passou por uma primeira consulta na UBS, foi encaminhado para realizar uma endoscopia em Londrina e esperava o parecer final do médico. "Eu sinto muita queimação. Durante este tratamento precisei ficar internado por oito dias em Astorga, já que aqui não há hospital", conta.
A secretária municipal de Saúde, Edilaine Silva Fernandes, ressalta que é inviável manter um hospital na cidade pelo alto custo e pela baixa demanda. "É melhor mantermos convênios com bons hospitais", frisa. A UBS funciona 12 horas por dia com dois clínicos gerais, um pediatra e um ginecologista. "Durante a noite e nos finais de semana mantemos uma ambulância de plantão que faz o atendimento de emergência e urgência e encaminha os pacientes para os hospitais conveniados", explica a secretária.
O município tem convênios com os hospitais Santa Casa e João de Freitas de Arapongas. Os exames de média e alta complexidades são agendados através do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) e realizados em Londrina.
"Um hospital realmente faz falta. Ter que ir para Astorga, Apucarana ou Londrina sempre que precisar de um exame ou consulta não é fácil não", relata o tratorista Marcelo Henrique, de 27 anos. "Uma vizinha passou mal estes dias durante a noite e a ambulância a levou para Arapongas. Mas, a verdade é que quanto mais perto estiver o hospital, melhor", opina Luciene Almeida de Souza, de 28, que levou o filho Elias, de nove meses, para ser atendido no posto de saúde em virtude de uma gripe. (L.F.C.)

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