MOBILIDADE URBANA - Anteprojeto está sendo finalizado
O sistema BRT (Bus Rapid Transit), carro-chefe do "pacote mobilidade", foi implantado pela primeira vez no País no final da década de 1970, em Curitiba, como alternativa mais barata que o metrô. Ao longo dos anos outros grandes centros também o adotaram e hoje o BRT já é realidade em cidades como Goiânia, Uberlândia, Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. Em Londrina serão utilizados ônibus articulados, que vão percorrer canaletas exclusivas, reduzindo em 50% o tempo gasto nos trajetos. Serão criadas duas grandes linhas, no sentido leste/oeste e norte/sul, cada uma com 12 km de extensão. Os passageiros pagarão a passagem antes de embarcar, em uma das 12 estações instaladas em cada linha.
De acordo com o diretor de trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), João Ulisses Lopes, atualmente o órgão trabalha na finalização do anteprojeto, que deverá ser entregue à Caixa Econômica Federal (CEF) até 5 de março. "Da aprovação deste anteprojeto dependem as contratações para os projetos complementares executivos, como projeto estrutural, de pavimentação, drenagem", detalha Lopes.
A partir da entrega do anteprojeto, é dado prazo de 12 meses para elaboração dos projetos complementares. "A partir daí é aberta concorrência para contratar as empresas que vão efetivamente executar as obras e que terão prazo de 36 meses para conclusão." Isto significa que o londrinense não vai conhecer o sistema antes de 2018.
Além do BRT, o pacote mobilidade conta com outros projetos desenvolvidos para promover mudanças e ajustes no sistema viário da cidade. Como exemplo, o diretor do IPPUL cita adequações na Avenida Winston Churchill (Zona Norte); construção de mais ciclovias; duplicação da Rua Souza Naves e duplicação da Rua Aminthas de Barros (Centro). Segundo Lopes, porém, não dá para dizer o que será feito primeiro. "Está tudo caminhando ao mesmo tempo. Todos os projetos estão prontos, dependem apenas da liberação (de recursos)."
É neste ponto que, segundo Lopes, as obras emperram. As ciclovias, por exemplo, vêm sendo projetadas e lentamente construídas desde 1988. Só há 17 quilômetros prontos. O objetivo é chegar a 100 quilômetros.
O diretor reconhece que, diante das dificuldades, as obras públicas não acompanham o ritmo de crescimento da frota de veículos, agravando os problemas de mobilidade. "As rotatórias hoje estão ficando inviáveis para a cidade. Precisamos de transposições, que já estão sendo estudadas. Logo não teremos outra alternativa", exemplifica. Mas Lopes se mostra otimista quando questionado sobre a realidade a ser enfrentada pelos londrinenses daqui a cinco anos. "Acredito que teremos um panorama diferente. Temos uma série de intervenções previstas, visando melhorias", afirma.(S.L)





