O ministro da reforma agrária Raul Jungmann, convidado pelo governador Jaime Lerner veio ao Paraná, em 1996, conhecer o programa Vilas Rurais. Na época, Lerner desejava ‘‘vender’’ a idéia para o Governo Federal, argumentando que esta alternativa seria viável para evitar o êxodo rural e gerar renda para milhares de famílias. Outro objetivo seria obter recursos para ampliar o programa no Estado.
Contudo, a visita de Jungmann à Vila Nova Ucrânia (Apucarana), a primeira inaugurada e considerada modelo no Estado, não foi satisfatória como esperava o governador e sua equipe. Pressionado por jornalistas o ministro fez uma avaliação crítica da proposta paranaense.
Conforme argumentou Jungmann na época, as vilas rurais talvez fossem uma alternativa no Paraná, mas lembrou que o módulo destinado a cada família era insuficiente e que, em cada região do país existe um perfil de trabalhadores, e de culturas. A avaliação inicial bastou para que ficasse evidente que o governo federal não iria aproveitar o modelo criado pelo Governo Jaime Lerner.
A exemplo do casal Darci e Eliana, pais de Jaime Henrique, que abandonaram o programa em pouco tempo, outras sete famílias de um total de 35 assentadas na Vila Nova Ucrânia, também saíram de seus lotes. Ivo Gomes de Lima, que é o segundo ocupante de um lote de 5 mil metros, sustenta que não está havendo apoio para a produção. ‘‘A terra é pouca, e o que se produz é para comer’’, justifica Lima, que tem emprego numa indústria de ração.
Valdemir José Viana, que mantém-se em seu lote desde o início, argumenta que era melhor voltar a trabalhar como empregado num sítio. ‘‘Lá não pagava aluguel, nem água ou luz e tinha salário’’, compara ele, acrescentando que, ‘‘na vila rural falta ajuda para produzir e vender, se não tiver emprego fora não dá para sustentar a família’’.

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