O Ministério dos Transportes confirmou que existe uma espécie de manual que regulamenta o transporte ferroviário no País. Essas regras, no entanto, não citam em nenhum momento critérios sobre a velocidade dos trens. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério, esse é um problema de responsabilidade da empresa, não cabendo à União decidir sobre o tema.
Sobre o aumento da velocidade em trechos onde foram registrados vários acidentes (caso do Paraná), o Ministério lavou as mãos e informou que ‘‘não pode ficar de guarda de trânsito’’ nas ferrovias do Brasil. Para o Ministério, é a própria empresa que deve fazer avaliação sobre as velocidades a serem praticadas.
Além de não constar do regulamento, a discussão sobre a velocidade se agrava a partir do momento em que o Ministério não faz nenhuma fiscalização preventiva. De acordo com a assessoria, os fiscais federais entram em cena somente depois de os acidentes aconteceram, para então punir a empresa, seja por problemas de manutenção, capacitação ou excesso de velocidade.(G.F.)

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