O Ministério da Saúde já desenvolveu um guia com as diretrizes para orientar equipes da atenção básica e especializada para reabilitação de crianças de 0 a 3 anos com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor decorrente da microcefalia. O documento foi feito, conforme assessoria de imprensa do órgão, "em razão do cenário de urgência dado pelo aumento de casos de microcefalia em todo o país em decorrência de infecção pelo vírus Zika".
A assessoria informou também que o órgão prepara o lançamento de um curso à distância para capacitar profissionais de saúde que vão atuar na estimulação precoce.
A meta do Ministério é que 7.525 profissionais, pelo menos, participem desta capacitação. O curso será desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. As matrículas devem começar em março.
O SUS conta, atualmente, com 1.543 serviços de reabilitação em todo o País que atuam em diferentes modalidades, física, auditiva, visual e intelectual. Dentro do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado no final de 2015, já foram habilitados 12 centros de reabilitação. Outros 11 se encontram em fase de conclusão das obras, com previsão de término no primeiro semestre de 2016.
Outros 65 serviços serão habilitados em Centros Especializados em Reabilitação, ampliando assim a capacidade de atendimento da rede e passarão a receber adicional de R$ 109,2 milhões por ano.
O secretário de Atenção à Saúde, Alberto Beltrame, assinou nesta semana duas portarias aprovando o repasse de recursos Federais no valor de R$ 19,8 milhões destinados à aquisição de equipamentos para 13 Centros Especializados em Reabilitação e duas Oficinas Ortopédicas. (C.A.)

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