Ao entrar no mosteiro, a intenção da reportagem é acompanhar e realizar todas as atividades possíveis das irmãs carmelitas. A primeira conversa acontece em uma sala de visitas, localizada na ala da frente da casa, logo de manhã. Neste horário, todas estão realizando suas atividades diárias. ''Nos reunimos sete vezes ao dia na capela para a santificação das horas. São chamadas de 'Laudes', pela manhã; 'Meridianas', ao meio-dia; 'Vésperas', de tarde, antes do pôr-do-sol; e as 'Completas', à noite, todas acompanhadas de cânticos'', explica a irmã Eliane Teresa do Amor Divino, espécie de porta-voz do grupo.

Na hora de conhecer o interior do mosteiro é possível perceber o quanto o local é quieto. Todas trabalham em silêncio. A cantoria de vários animais fica, portanto, mais evidente. Porém, se algo precisa ser dito, é falado em forma de cochicho. ''Estamos em constante oração, mesmo trabalhando'', diz irmã Eliane, sussurrando. É possível ver cada uma concentrada em suas atividades: uma na cozinha, outra na horta, na limpeza da casa e cuidando dos animais. Isso até que, às 11 horas, o sino toca. Elas param o que estão fazendo e vão à capela para uma breve oração. A reportagem acompanha.

Em seguida, todas se dirigem ao refeitório, onde é realizada mais uma oração em ação de graças. As mesas são distribuídas individualmente pela sala de forma que todas se veem. ''A visita é sempre a primeira a servir-se'', diz a irmã à reporter. A comida é variada e saborosa: salada, legumes, carne, macarrão, lentilha, frutas e compotas de sobremesa. Enquanto comem em total silêncio, uma religiosa fica responsável pela leitura durante toda a refeição e só come depois. Ao terminarem, retiram seu prato, vão à cozinha para lavar, retornam e colocam novamente em seu local na mesa.

Leia a reportagem completa, da repórter Marian Trigueiros, exclusiva para assinantes FOLHA.

Leia também:

Apoio espiritual à humanidade

Um dia na clausura

mockup