No mercado de DJs e produtores musicais, a gestão da carreira é o que diferencia o profissional daqueles que exercem a atividade por hobby ou diversão. A opinião é do jornalista Leonardo Salazar, editor do blog www.musicaltda.com.br, especializado em dicas e orientações para quem quer transformar talento artístico em oportunidade de negócios e no desenvolvimento de uma carreira sustentável. Salazar também é empresário, instrutor do Sebrae na área de empreendedorismo musical e técnico em contabilidade.
Ele explica que a profissão de DJ é livre, ou seja, independe de registro ou licença. ''Como em qualquer outra área, para ser bem-sucedido é preciso unir talento e gestão da carreira'', reforça, lembrando que o mercado oferece cursos para quem quer iniciar ou se aperfeiçoar na atividade.
Um dos caminhos para a formalização jurídica mais adequado aos DJs é o registro como Microempreendedor Individual (MEI). Salazar levantou que, em março de 2012, existiam 2.198 DJs formalizados como MEI no Brasil, segundo dados da Receita Federal. ''Como MEI, o DJ terá CNPJ, poderá emitir notas fiscais, terá acesso ao crédito e a contratar com empresas e governos'', explica, lembrando que informações sobre o MEI podem ser obtidas no Sebrae.
O DJ e produtor musical Ilan Kriger, de Curitiba, iniciou a carreira neste mercado ''meio por acaso'''. ''Frequentava um clube, conhecia todo mundo e acabei sendo convidado para tocar'', conta. Em algum tempo - e depois de persistir na prática de manipular os equipamentos de som -, já estava tocando em casas noturnas da capital. Ao invés de se acomodar nesta posição, porém, ele buscou se aperfeiçoar através de cursos e pesquisas. Tornou-se referência na área e, hoje, é um dos proprietários de uma escola de DJs com unidades em Curitiba, Balneário Camboriú, Joinville e Florianópolis (os três em SC), Campinas (SP) e Porto Alegre (RS).
Para chegar neste patamar profissional, Kriger investiu em cursos fora do País e buscou expandir ao máximo suas atividades. ''Não me acomodei apenas como DJ, passei a fazer produção musical, criando minhas próprias músicas'', observa, acrescentando que ''ninguém fica famoso fora da cidade apenas tocando''.
Ele avalia que ter um bom repertório, habilidades de maestro, fazer produção musical e saber trabalhar a própria imagem na mídia, utilizando inclusive o poder das redes sociais, são essenciais para os DJs que pretendem transformar o hobby em profissão. ''A maioria tem que batalhar muito. Não é um mundo glamuroso como as pessoas pensam'', diz. Ele, inclusive, chegou a organizar os próprios eventos para ter espaço para tocar, o que considera outra boa dica para se consolidar na atividade.
Para o DJ, viver da profissão é possível dependendo do foco dado à carreira. ''Quem toca em clubes precisa de uma boa rede de contatos. Já os DJs que atendem o mercado de eventos têm mais oportunidades. Nestes casos, nem sempre é possível tocar o que gosta'', lembra.

Serviço:
Informações sobre a escola no site www.aimec.com.br

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