Para o analista de sistemas Gilmar Lopes, a intenção do site é incentivar o pensamento crítico, mas ele acredita que, em alguns casos, o boato ganha força porque as pessoas preferem acreditar na mentira, pois estão alinhadas com aquilo que elas acreditam, com a ideologia delas. "Em algumas pesquisas, eu utilizo livros, ou consulta a especialistas, mas na maioria das vezes, os boatos são tão grosseiros que podem ser desmentidos apenas por uma consulta na internet. As pessoas também têm acesso e poderiam ir atrás, mas algumas parecem que se contentam com a verdade alternativa", avalia.
O site é dividido em 40 categorias diferentes de boatos. O leitor pode conferir farsas ligadas a acidentes, doenças, conspirações, crimes, dinheiro, famosos, golpes. Para Lopes, a de maior dificuldade é a sobre política. "Rapaz, não é fácil. Se você quebra uma mentira ligada a ataques ao governo, é chamado de petralha. Ao contrário, é tucano, coxinha."
Um dos últimos boatos desmentidos por Lopes é de que o filho do ex-presidente Lula teria dito que se o pai fosse preso ele iria mandar tacar fogo no País. "Não há como prever o que ocorreria com o Brasil caso o ex-presidente seja mesmo preso, mas o mais provável é que não aconteça nada, visto que o político atualmente não exerce nenhum cargo público e, portanto, não tem nenhum poder efetivo no País", comenta.
Lopes ressalta que já desmentiu uma série de acusações infundadas contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), políticos ligados à direita. "A intenção é desmentir boatos, não importa se de direita ou esquerda. O que ocorre é que, atualmente, o governo é o principal alvo dos boateiros. A oposição não entendeu ainda que boatos acabam fortalecendo o governo, com tanta verdade que poderia ser usada contra o PT." (C.F.)

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