A coloração da cidade já virou assunto corrente entre os 35 mil habitantes de Ivaiporã. Tanto entre os comerciantes como no bate-papo informal da praça central, a iniciativa do prefeito Pedro Papin provoca acaloradas discussões.
O jardineiro João Andrade de Souza aprova a atuação de Papin à frente da prefeitura. ‘‘O prefeito quer gravar o que ele fez’’, explica. A comerciante Rosemeire Aldighieri de Brito afirma que não tem nada contra a utilização do amarelo pela administração.
Ela também usa a cor em sua lanchonete e diz que optou porque é mais alegre, mais viva. Na sua opinião, o prefeito acertou em usar essa cor nas suas benfeitorias. ‘‘A cor, com certeza, vai lembrar a pessoa do prefeito, mas na minha cabeça eu não vejo maldade’’.
Já o ambulante Antonio de Souza, proprietário de um carrinho de lanche amarelo que fica parado em frente à Câmara Municipal, diz que usa a cor há bastante tempo porque é a sua preferida. ‘‘Fica bonito quando a gente olha é vê tudo amarelinho’’. Além do mais, ‘‘o amarelo dá sorte’’.
O dono da Banca de Revistas Central, Gilmar Bettio, é mais analítico e acredita que a discussão em torno da cor está desviando a atenção para questões de maior relevância. ‘‘Não é questão de impor essa ou aquela cor. A população deveria se preocupar com o desenvolvimento da cidade’’. Ele frisa que o momento não é de rivalidade política. ‘‘A hora é da própria sociedade ter uma maior governabilidade, no sentido de procurar trazer mais benefícios para o município’’.
O lavrador José Roldão não vê com bons olhos a mania do prefeito. ‘‘É muito ruim porque cada um usa a cor que quer’’. Opinião parecida tem o também lavrador Flamínio Piedade Neto. ‘‘A cor não quer dizer nada, mas essa parte de impor o amarelo é que mexeu comigo. Cor é superstição.’’ Na avaliação de Flamínio, a administração do prefeito está sendo boa ‘‘porque as obras estão aparecendo’’. (L.A.)

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