Colecionar carros antigos é uma velha paixão que acabou se tornando em um hobby relaxante para o médico Antônio Ribas. Nele, Ribas achou a maneira de tentar driblar o estresse. Durante a semana, o médico trabalha das 7h30 às 21 horas, muitas vezes sem parada para almoço. ‘‘Não há tempo para fazer nada’’, desabafa. É por isso que ele dedica os finais de semana apenas para seu lazer. ‘‘Troco a roupa branca por uma ‘de guerra’ e saio para comprar peças’’, conta.
‘‘Me reúno com amigos que também têm carros, e é bom fazer uma coisa que não tem nada a ver com o trabalho’’, diz. Para ele, mesmo que fizesse um programa qualquer, mas em companhia dos colegas de profissão, conversariam sobre problemas de trabalho. ‘‘Antes eu não tinha válvula de escape. Ia ao clube, mas mesmo assim não conseguia me desligar dos problemas.’’
Com os amigos de fim de semana, Ribas vai até o Largo da Ordem, aos domingos, para passear. ‘‘Fechamos a Rua Jaime Reis e trocamos idéias.’’ A rua se transformou num ponto de encontro de colecionadores de carros antigos. Ele contou que na época em que começou a colecionar, os carros geralmente o deixavam na rua por algum problema mecânico, por serem antigos. ‘‘Eu me irritava muito, mas agora não me estresso nem com isso’’, revela.
No próprio consultório, de clínica geral e medicina do trabalho, Ribas aconselha às pessoas que reclamam de estafa a praticarem algum hobby. ‘‘Seja ouvir música, caminhar. ‘‘Seja ouvir música, caminhar, mas se você tem chance de fazer alguma coisa, é muito melhor do que tomar remédios’’, sugeriu.
Ribas possui quatro carros. A primeira peça, um Volvo ano 56, foi adquirido há oito anos. Ele ainda possui um Chevrolet Bel-Air, de 1960, um Opel Kapitan, de 1951, e um Ford Landau, de 1976. ‘‘O Volvo tem um valor sentimental por ter sido o primeiro, mas gosto muito do Bel-Air, que é um carro espaçoso’’, confessa.(R.F.)

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