Matinhos estuda ações de incentivo
Na litorânea Matinhos, a produção agrícola é tão reduzida que o departamento de agricultura da prefeitura é vinculado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente. "É algo bem pequeno. Temos dois plantadores de arroz, que arrendam terras. A plantação de mandioca é mais para subsistência e alguma coisa é vendida para fábricas de farinha de Antonina e Morretes. Banana é forte em Guaratuba (também Litoral), aqui é mais para consumo próprio", diz Orlando Ferreira, secretário de Meio Ambiente de Matinhos.
Ele garante, entretanto, que a administração municipal dá assistência aos produtores recentemente, foi obtido junto ao governo federal um trator para ser utilizado por uma associação da Colônia Cambará, que cultiva principalmente mandioca.
"Até gostaríamos que a produção agrícola fosse maior, para beneficiar a população que necessita de renda. Mas o forte aqui é a pesca artesanal", descreve o secretário. "Já tentamos estimular (o aumento da produção agrícola em Matinhos), mas a população não se interessou. Muitos plantam para consumo próprio e no verão vão para a praia vender água de coco, refrigerantes, milho, salgadinhos para os turistas. Em três meses, conseguem a renda para um ano inteiro. Durante a temporada, a característica da economia do município muda muito."
As prefeituras de Curitiba e Pinhais informaram que na produção agrícola centram atenções em projetos de agricultura urbana, que consistem de incentivo e acompanhamento de hortas comunitárias geralmente para consumo próprio dos moradores. Segundo as administrações municipais, políticas para produção em maior escala e com fins comerciais nos dois municípios são mais da alçada do Governo do Estado.
A Prefeitura de Curitiba apontou que ainda presta apoios pontuais a sete produtores cujas lavouras extrapolam o projeto de agricultura urbana, em questões como preparação do solo, e em troca os agricultores doam alimentos para entidades assistenciais. (F.G.)





