Marcha das Vadias denuncia desrespeito ao corpo
O machismo impregnado no ultrapassar de limites com relação ao corpo feminino é o motivador de uma das manifestações feministas que ganhou a mídia no século 21. A Marcha das Vadias, que acontece anualmente em várias cidades do País, busca denunciar, através da exposição do corpo das manifestantes, a culpabilização das mulheres mesmo quando elas são as vítimas dos crimes.
Essa situação, de acordo com a estudante de música e integrante do Emancipação, Valorização e Apoio Coletivo (Eva Coletivo) Camila Rios, está presente tanto nas situações em que o estupro é justificado porque a mulher estava de roupas curtas até no ato corriqueiro, por parte dos homens, de sentirem-se à vontade para serem verbalmente ofensivos ou passarem a mão nas moças apenas porque elas estão vestindo saias ou decotes. Em Londrina, a Marcha das Vadias surgiu porque, conversando entre amigas, concluímos que esse desrespeito ao corpo feminino era muito comum, conta Camila.
O sucesso do primeiro evento evoluiu para a criação do coletivo, que tem por objetivo combater a violência de gênero. Juntas, nos sentimos mais fortes. Hoje temos uma rede de apoio para dar suporte às vítimas do machismo, diz. Camila conta que o EVA Coletivo está estreitando relações com organizações e marchas de outros lugares do Paraná. Integrantes do movimento já participaram de reuniões com o Ministério Público em Curitiba, para elaboração de documentos reivindicatórios de direitos para mulheres.
Durante este ano, pretendemos nos aproximar dos órgãos públicos de Londrina, e participar de forma mais ativa na representação das mulheres na cidade, antecipa. A partir de 14 de abril, começam a ocorrer os encontros para definir como será a Marcha das Vadias em 2013. Interessados em participar da discussão podem acessar a fan page do grupo no Facebook: www.facebook.comMarchaDasVadiasLondrina. (C.A.)





