De acordo com dados apurados entre os anos de 2007 e 2010 pelo Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), criado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar o monitoramento de medicamentos no País, os psicotrópicos que têm o clonazepam como princípio ativo se mantêm como os mais consumidos entre os brasileiros. O último levantamento é de 2010, e mostra que já naquele ano foram consumidas 10,5 milhões de caixas do medicamento (ou Unidades Físicas Dispensadas - UFD).
Para acompanhar o aumento no consumo de medicamentos, cresce também o número de farmácias e drogarias. O Boletim de Farmacoepidemiologia do SNGPC indica que entre 2007 e 2010 houve um aumento de 39,5% no total de estabelecimentos cadastrados na Anvisa - passou de 50,5 mil para 70,5 mil. Só em Londrina, segundo a Secretaria Municipal de Fazenda, nos últimos seis anos houve um aumento de 67% no número de farmácias e drogarias instaladas. Em 2005 havia 127 estabelecimentos deste tipo cadastrados; em 2009 já eram 182 e em 2011 Londrina contava com 212 farmácias.
Segundo informações do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), cerca de 10% dos pedidos de análise de patentes protocolados anualmente no órgão são de novos remédios. Em números, isto significa algo em torno de 30 mil pedidos ao ano. O Inpi esclarece, porém, que a patente é requisitada assim que a molécula do princípio ativo é sintetizada, muito antes de a indústria ter em mãos um medicamento inédito. O período entre o pedido de patente e o final dos testes clínicos dura, em média, oito anos, e nem sempre trata-se de remédio que será consumido por seres humanos - os pedidos depositados no Inpi na área farmacêutica dividem-se entre medicamentos, herbicidas e produtos veterinários.
Já na Anvisa, responsável pelo registro de remédios e autorização de funcionamento dos laboratórios farmacêuticos, o número de medicamentos deferidos diminuiu. Em 2009 a agência registrou 794 novos produtos. Em 2010 foram 476 e em 2011 o País ganhou 474 remédios. A explicação para esta queda pode estar em uma espécie de 'crise de inovação' no setor farmacêutico.(S.L.)

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