Enquanto o Brasil não usa nem 15 mil quilômetros de hidrovias, o modal é amplamente explorado em outros países. Em uma área que soma aproximadamente metade do território brasileiro, os países-membros da União Europeia utilizam 37 mil quilômetros de hidrovias.
Segundo informações da área de transportes da Comissão Europeia, o consumo de energia em hidrovias corresponde a 17% do consumido em rodovias e 50% em ferrovias, e os impactos totais do modal (acidentes, congestionamentos, barulho, poluição do ar e outros reflexos ambientais) são sete vezes inferiores aos registrados no transporte por estradas.
''O Brasil precisa investir em portos, estações, dragagem. Isso propiciaria um barateamento enorme no transporte de cargas. Uma balsa pode transportar dezenas de caminhões. É um transporte mais barato e o que menos polui, menos gasta em diesel. É uma tristeza um país com 12 bacias hidrográficas não utilizar esse potencial'', diz Meton Soares, da Fenavega e da CNT.
De acordo com o anuário estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em 2011 foram transportadas 25,1 milhões de toneladas em cargas na navegação interior brasileira. Em 2010, haviam sido 23,8 milhões de toneladas. As principais mercadorias transportadas no ano passado foram minério de ferro (21,3% da carga) e soja (16,8%).(F.G.)

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