Mães ajudam filhos a se alimentar melhor
Alana tem apenas 9 anos, mas já aprendeu que comer direito exige força de vontade e consciência. Antes sedentária e consumidora voraz de salgadinhos, doces, bombons, pães e fartos pratos de comida, com a ajuda da mãe e da irmã mais velha está conseguindo mudar os hábitos e, assim, evitar o excesso de peso e a obesidade.
O sinal vermelho acendeu há alguns meses para a mãe da menina, a dona de casa Neide Bernardino de Souza. Preocupada com a quantidade de alimentos que a filha ingeria, ela cortou as guloseimas da despensa, passou a controlar as refeições e incentivou a menina a fazer mais exercícios. ''Eu e o pai dela sempre a levamos para fazer caminhadas'', conta, lembrando que a menina também faz aulas de balé.
O resultado apareceu rápido. A menina não se pesou para confirmar a perda de peso, mas a aparência está muito mais longelínea e saudável. ''A pediatra disse que ela está muito bem'', comemora a mãe.
Em casa, Alana conta com a ajuda da irmã Winny, de 17, que a incentiva a comer melhor e limita as guloseimas e quantidades de comida no prato. ''Quando a gente tem vontade de comer chocolate, por exemplo, compramos apenas um para comer na hora. Não trazemos mais para casa'', conta a adolescente.
Ansiedade
A depiladora e manicure Cristina de Oliveira também começou a ficar preocupada quando os filhos André, de 12, e Maria Clara, de 9, começaram a trocar alimentos saudáveis por besteiras. Além da ingestão indiscriminada de guloseimas, as crianças também pediam lanches logo após o almoço, num comportamento que denotava ansiedade. ''Eu tinha uma parcela de culpa, porque cedia aos pedidos por doces, bolachas e salgadinhos'', admite.
Quando os filhos passaram a reclamar de dor de barriga e dor de cabeça recorrentes, além de apresentarem comportamento desanimado e até mesmo preguiçoso, ela percebeu que algo não ia bem nos hábitos da família. Com orientações da clínica de nutrição da Unopar, implementou mudanças radicais na alimentação das crianças, baseadas na substituição das ''porcarias'' por opções saborosas e saudáveis.
Frutas cortadas sempre à mão na geladeira passaram a ser oferecidas no lugar de petiscos industrializados. No almoço e no jantar, refeições balanceadas não são mais trocadas por lanches. ''Batata frita eles podem comer quando a gente sai. Lanche natural feito em casa é uma opção aos sanduíches da lanchonete'', exemplifica. Além disso, a família faz as refeições na mesa, e não mais em frente à TV.
Na geladeira, garrafinhas personalizadas com desenhos de personagens driblaram a preguiça dos meninos de beber água. Outra iniciativa de Cristina foi envolver os filhos na preparação das refeições. ''Ajudar na cozinha é um incentivo a experimentar novos pratos'', garante.
Um ano depois, o esforço foi recompensado. André e Maria Clara perderam o hábito de se alimentar ansiosamente, não comem mais ''besteiras'' e, em compensação, estão sempre dispostos e animados, sem dores de barriga e de cabeça. ''Eles saíram da frente da TV e agora brincam bastante ao ar livre'', comemora a mãe.
Cristina admite que a mudança não é fácil, mas os resultados compensam. ''Também passei a me alimentar melhor e, por causa disso, me sinto mais animada e saudável.'' (C.A.)





