Mãe e chefe de família
Em 1996, de acordo com pesquisa do IBGE na época, 20,81% das residências brasileiras tinham a mulher como chefe de família. Já no Censo de 2010, o número foi para 26,55%. Na última Pnad, entretanto, o percentual subiu para 37,4% das famílias tendo uma mulher como responsável. Isso não significa que tenham maiores salários que os companheiros, mas foram nomeadas como responsáveis pelo domicílio.
Neste índice, porém, estão principalmente as mulheres divorciadas e mães solteiras, que não recebem auxílio dos pais de seus filhos. É o caso da empresária Cristiane Pelagio, cujo filho, Victor Hugo, está hoje com 18 anos. ''O pai do meu filho não o assumiu quando engravidei. Desde que ele nasceu, toda a responsabilidade pelo provimento dele foi sempre minha, pois nunca tive ajuda financeira'', conta.
Apesar de ter recebido apoio da família, ela diz que é muito complicado criar um filho sozinha. ''É difícil não ter com quem dividir as decisões. Sou inteiramente responsável por ele: religião, valores, profissão. Além, claro, da questão financeira. Tive e ainda tenho de batalhar duro para dar conta de tudo'', desabafa ela, que abriu uma loja de brinquedos, onde, agora, o filho também está trabalhando. ''Ela é uma guerreira por ter conseguido vencer'', diz com orgulho o filho. (M.T.)





