No ano passado, o Ibama apreendeu 77 mil metros cúbicos (m3) de madeira em tora e 18 mil m3 de madeira serrada. Somente a Operação Xingu, realizada no Pará com o objetivo de combater a extração clandestina de madeira em terras indígenas, apreendeu 13 mil m3 de madeiras contingenciadas, entre mogno, jatobá e cedro.
As informações constam no relatório do Ibama de 2000. O documento aponta ainda que 26 madeireiras foram autuadas no ano passado, totalizando R$ 7 milhões em multas. O instituto não divulga o nome das empresas, mas revela que as madeiras são apreendidas principalmente porque foram retiradas de locais onde não há autorização para corte.
Um exemplo é que na Procuradoria da República de Marabá (Sul do Pará, onde acontece a maior parte da exploração ilegal de madeira contingenciada) deram entrada mais de 200 processos sobre extração ilegal de madeira somente no ano passado. Segundo a procuradoria do município, as irregularidades mais comuns são falsificação no plano de manejo para retirada de mogno e cedro das reservas indígenas.
As madeiras só podem ser retiradas de locais com plano de manejo (que regulariza a extração) autorizado pelo Ibama. Depois da retirada, para processar a madeira é preciso ter a Declaração de Venda de Produtos Florestais (DVPF), que registra quem vendeu, de onde foi retirada e ainda qual forma de extração do produto, e também a Autorização para Transporte de Produto Florestal (ATPF). A ausência desses documentos implica na apreensão da madeira.
No entanto, o próprio Ibama do Paraná admite que está fiscalizando algumas empresas que teriam fraudado esses documentos para chegar no Estado. A principal empresa sob suspeita é a Brasmell Industrial Exportadora, de Curitiba. (K.M.)

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