Lupionópolis, de 4,8 mil habitantes, foi incluída em novembro de 2013 na Região Metropolitana de Londrina. Está a 102 km da cidade-polo. "Esse processo de inclusão começou com o ex-prefeito, em 2011, que pleiteou junto ao (deputado estadual) Alexandre Curi (PMDB), que foi o que mais trabalhou para isso", relata Pedro Camargo, chefe de gabinete da prefeitura.

Ele destaca que por enquanto a única mudança que o novo status proporcionou para Lupionópolis foi o aumento do subsídio do programa Minha Casa Minha Vida, que passou de R$ 9 mil para R$ 17,9 mil. O novo valor deve beneficiar 44 famílias, em um empreendimento a ser iniciado em breve.

Camargo aponta que outras alterações esperadas são os telefonemas com preço local para outros municípios da RML, para ainda este ano, e alguma integração no transporte com Londrina. "Isso ainda não pleiteamos, porque dependemos de uma parceria com Centenário do Sul, que é mais próxima de Londrina e ainda não foi contemplada", explica.

Em outras questões, segundo o chefe de gabinete, tudo permanece como antes. Lupionópolis já fazia parte do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), então já dependia de Londrina para atendimentos na área – a prefeitura até mantém uma casa de apoio perto da sede do Cismepar.

"Aliás, uma reclamação que temos de Londrina é que os veículos da saúde são muito penalizados. Temos dois micro-ônibus para levar moradores diariamente para atendimento em Londrina; às vezes, também usamos uma van e um carro. Muitas vezes, os veículos têm que parar em fila dupla e o motorista tem que esperar o paciente, que em muitos casos é uma pessoa idosa e/ou debilitada, ser levado até a entrada. Aqui, chega multa direto. Acho que falta sensibilidade para o fiscal entender que é uma emergência. Já conversamos sobre isso com o prefeito (Alexandre) Kireeff (PSD). Essa não é uma reclamação só de Lupionópolis", argumenta.

Camargo acredita que, apesar dessa relação e da expectativa de mudanças, falta muito para a integração entre Londrina e Lupionópolis. "Essa integração não tem acontecido. Isso tem que ser provocado. Londrina teria que fazer isso, porque também é beneficiada, já que os municípios metropolitanos, de um jeito ou de outro, injetam recursos lá", diz o chefe de gabinete.

Resposta

A respeito das considerações feitas por Pedro Camargo, o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU), Hemerson Pacheco, diz que os agentes têm a orientação para terem uma certa tolerância com veículos que estão desembarcando pacientes com dificuldades de locomoção. Mas ele estima que 95% das multas nesses casos envolvem veículos dos quais descem pessoas que não têm problemas para se locomover. "Mesmo quando as pessoas têm condições, o motorista não quer parar a um quarteirão do serviço de saúde. Quer parar em frente", critica.

O diretor diz também que os serviços de saúde geralmente têm locais específicos para desembarque de pacientes com dificuldades de locomoção. Ele argumenta ainda que o desembarque em fila dupla coloca em risco as próprias pessoas que estão sendo transportadas e gera lentidão no trânsito. "Se a gente abrir exceção, daqui a pouco os motoristas de vans escolares também vão querer, e assim por diante", diz Pacheco. "Se as prefeituras começarem a cobrar as multas dos seus motoristas, essas ocorrências vão a zero rapidamente."

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