Lucro fica na região que o gera
Nos últimos anos a taxa de crescimento do agronegócio no Paraná tem sido superior a 5% ao ano, enquanto a economia, no geral, registra incremento de apenas 1,5% no período, segundo Robson Mafioletti, analista econômico da gerência técnica e econômica do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). ''No Paraná, a evolução do agronegócio se confunde com o desenvolvimento e a evolução do cooperativismo'', diz.
Mafioletti enfatiza que o cooperativismo agropecuário paranaense é o mais desenvolvimento do País, assim como a agricultura. Prova desta importância é que o setor responde por 52% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola do Estado. O valor bruto da produção estadual (VBP), em 2002, foi de R$ 18,7 bilhões, com produção superior a 26 milhões de toneladas de grãos. Para a composição deste valor, as cooperativas contribuiram com receita de R$ 9,7 bilhões, destaca o analista.
De acordo com Mafioletti, uma série de fatores que distinguem as cooperativas de uma empresa meramente mercantil, de atuação local ou regional, ou mesmo em comparação com as multinacionais do setor. As pecualiaridades começam pela assistência técnica. Segundo o analista, as cooperativas colocam à disposição dos associados 650 profissionais, entre agrônomos, veterinários e zootecnistas, além de outros 280 técnicos agropecuários de nível médio. ''Estão trabalhando o ano todo para viabilizar novas tecnologias, atividades mais rentáveis, confecção de projetos técnicos e emissão de receitas entre outras atividades'', diz.





