Das sete maiores cidades do Paraná, Londrina é a que tem o maior percentual de idosos em sua população. Conforme dados fornecidos à FOLHA pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), havia 69.895 moradores acima de 60 anos na cidade em 2012, o que representava 13,5% de toda a população, estimada em 518.253 pessoas. A seguir vinham Maringá, com 12,9%, Curitiba (12%), Ponta Grossa (10,8%), Cascavel (9,6%), Foz do Iguaçu (8,8%) e São José dos Pinhais (7,8%). Conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), a cidade deveria dispor de pelo menos 69 médicos geriatras, uma vez que a proporção ideal é de um especialista para cada mil idosos. No site da Unimed, maior rede de assistência médica privada do Brasil, há dois geriatras conveniados cadastrados em Londrina. O secretário municipal de Saúde, Mohammad El Kadri, não soube precisar se há especialistas no sistema público do município, mas reconheceu a importância do profissional no atendimento especializado à população idosa. "O geriatra é importante por uma série de fatores, principalmente porque a cada ano aumenta a expectativa de vida da população e os cuidados nessa faixa etária são diferentes", afirma.
Em relação à política preventiva direcionada a essa fatia da população, a Secretaria Municipal do Idoso destaca as atividades realizadas nos dois centros municipais de convivência do idoso, um na zona leste e outro na oeste.
Além de atividades físicas e culturais, os idosos têm à disposição oficinas temáticas de memorização, encadernação de livros, culinária e tricô, e palestras educativas sobre os cuidados com a saúde e a defesa de seus direitos como cidadãos. Violência no trânsito, prevenção a quedas e acessibilidade urbana são alguns dos temas abordados. Por meio de uma parceria da Prefeitura com a Universidade Federal do Paraná, o centro comunitário da zona leste oferece há dois anos aulas de informática básica aos idosos inscritos.
Os centros atualmente estão em recesso, mas retomam as atividades a partir de fevereiro. "Nossa sociedade ainda não está preparada para lidar com os idosos. Além disso, há uma cultura do próprio idoso de não exigir o direito que tem e o respeito de que é merecedor. Agora está vindo uma geração de idosos mais conscientes e acreditamos que essa realidade está para mudar", avalia a gerente de articulações comunitárias da Secretaria do Idoso, Maria Angela Santini. (D.P.)

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