O lixo reciclável só é viável economicamente em pequenas proporções, considerou o professor de Saneamento e Meio Ambiente da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Fernando Fernandes, em uma série de reportagens publicadas pela Folha em julho deste ano. Na avaliação dele, o lixo reciclável não possui todo o potencial econômico que se costuma creditar a esse tipo de material. ''Os recicláveis não têm viabilidade como um grande negócio, mas como uma questão social'', afirmou.
O professor explicou que existem preços diferenciados para cada resíduos, sendo as latas de alumínio de refrigerantes e cervejas as mais valiosas, em seguida papel e plástico e depois o vidro. Fernando Fernandes comentou que a rentabilidade dos recicláveis não é suficientemente grande para uma prefeitura, por exemplo. Mas para um grupo de pessoas que atuam em sistema de cooperativa, é possível obter renda.
No Brasil sabe-se que metade do lixo produzido (240 mil toneladas por dia) é
de matéria orgânica, 15% de plástico, 8% de vidro, 15% de metal, 7% a 8% de
papéis. Fernando Fernandes acredita que Londrina gere, na proporção,
praticamente a mesma quantidade de cada tipo de lixo.

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