A proposta de ouvir a opinião popular para adotar medidas de recuperação e preservação ambiental não foi possível em alguns casos, considerados ‘‘emergenciais’’. O secretário Marino Gonçalves lembra que ao assumir a pasta, no início do ano, foi obrigado a buscar soluções para alguns setores como o lixão, ocupação de fundos de vale, poluição das nascentes urbanas e a substituição de árvores em vias públicas.
A prioridade foi mudar as condições do lixão. A área totalmente abandonada abrigava em torno de 200 catadores de material reciclado, inclusive crianças. O lixão já estava condenado desde o final de 2000 pelo Ministério Público do Estado, que cobrou providências imediatas. O primeiro passo foi retirar as criaças que trabalhavam na área. Os catadores foram todos cadastrados e agora são monitorados pelo município.
A área do lixão foi modificada, melhorando as condições ambientais do depósito. ‘‘Hoje podemos falar que o lixão é controlado’’, diz Gonçalves. Ele calcula que o local pode ser utilizado por pelo menos mais cinco anos. Tempo suficiente para o Município implantar um aterro sanitário controlado. Nos fundos de vale a fiscalização também foi acionada antes mesmo de qualquer plano de preservação. São mais de 30 áreas de nascentes, que vinham perdendo a vegetação por descaso dos moradores.
A Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente está interferindo nos fundos de vale que sofreram agressão. As áreas são limpas e desocupadas no caso de invasão e aguardam um projeto de manejo. A arborização também merece atenção especial e pode ser considerada a questão mais crítica em relação à preservação ambiental de Maringá. Principalmente porque o município não possui mudas para substituir as árvores retiradas das vias públicas.
Segundo Gonçalves, boa parte da arborização de Maringá está em uma idade crítica e precisa ser substituída. São retiradas em média 200 árvores por mês, em decorrência também da falta de manejo. ‘‘Já estamos montando um novo viveiro para mudar esta situação’’, adianta o secretário. Ele garante ainda que as árvores que são retiradas passam por uma análise criteriosa. (M.Z.)

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