Língua portuguesa é raridade
Amplas casas cercadas por jardins cuidadosamente cultivados e sem muros ou cercas formam a vista única observada por quem visita Entre Rios. Das 500 famílias suábias que chegaram à colônia, aproximadamente 300 pioneiros ainda vivem no lugar e mantêm, junto aos descendentes, a cultura e as tradições suábias. ''Foram eles que tornaram possível a nossa comunidade e a cooperativa agrária referência nacional'', ressalta a coordenadora da Fundação Cultural Suábio-Brasileira, Viviane Schussler.
A Fundação mantém 30 grupos culturais, incluindo atividades de dança, teatro, canto, música e orquestra, com o intuito de preservar os costumes e fazer a integração com a cultura brasileira. Nas ruas de Entre Rios, o incomum é ouvir a língua portuguesa sendo falada entre os moradores. Se dentro das casas se fala o dialeto suábio, nas ruas o idioma predominante é o alemão. A religião predominante é a católica, mas há também luteranos. ''A colônia de Entre Rios é a única de suábios que mantém os mesmos moldes de vida na Antiga Pátria, com característica preponderantemente agrícola e vida em comunidade'', argumenta Viviane.
Preservação
Como parte das celebrações pelos 60 anos da colonização, realizada entre 4 e 8 de janeiro, foi inaugurado o Museu Histórico de Entre Rios, com investimento aproximado de R$ 4 milhões e construído com apoio da Lei Rouanet. É o segundo maior do mundo da cultura suábia. O museu dispõe de biblioteca e espaço para exposições, representações das antigas residências, utensílios agrícolas e de construção, objetos domésticos, roupas, fotos, documentos, medalhas, dentre outros itens. (M.F.)





