Pensando em garantir um ótimo futuro para as filhas, a diretora financeira Mara Spinosa e o marido, o diretor comercial Sérgio Soletti, não economizam esforços para oferecer às adolescentes Melina, de 15 anos, e Reyele, de 13, as melhores oportunidades. A educação das meninas é prioridade na vida do casal, que não poupa recursos financeiros e emocionais nos cuidados com as duas.
As despesas, segundo Mara, comprometem 50% do orçamento. Parte delas diz respeito à contratação de profissionais especializados que ajudam a garantir estímulos para o bom desenvolvimento. Por isso, a agenda de compromissos das meninas é extensa e inclui psicóloga, psicopedagoga, tratamentos ortodônticos, fonoaudióloga e reforço escolar. Além disso, elas frequentam escolas particulares e fazem aulas de música e hipismo.
"Isso sem considerar as roupas e viagens", conta a mãe, que faz questão de manter as filhas bem vestidas. "Gosto que elas estejam sempre arrumadas", confessa. Os pais consideram que os equipamentos tecnológicos são importantes suportes para o desenvolvimento das adolescentes e presentearam as meninas com iPads, iPods 5 e smartphones. Durante a entrevista, o casal se debruçava sobre a organização da festa de aniversário de 15 anos de Melina. "Gosto de comemorar e faço questão de que seja bonito. Me apego aos mínimos detalhes", revela a mãe.
Quando as meninas eram mais novas, ela tinha o hábito de comemorar os aniversários três vezes: em casa com a família; na escola; e uma festa grande para as duas, que fazem aniversário em datas próximas. "Me sinto privilegiada e realizada em poder fazer tudo isso para as minhas filhas. Busco dar suporte para que elas possam ser felizes", diz.
Engana-se, porém, quem pensa que tanto conforto é isento de cobranças e limites. Mara é uma "mãe coruja" que faz questão de acompanhar de perto os passos das filhas. "Sento para fazer junto a tarefa de casa", exemplifica. Garante, ainda, que impõem regras e limites claros em relação à educação e ao consumismo. "Elas jamais fizeram birra no shopping porque queriam comprar algo. Os presentes caros são reservados para as datas comemorativas, como aniversário e Natal", conta. Por tudo isso, Mara e Sérgio afirmam que as filhas sabem lidar com frustrações. "Elas ouvem muitos 'nãos' e conseguem conviver bem com isto", dizem. (C.A.)

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