Leishmaniose atinge Londrina
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sábado, 24 de fevereiro de 2001
Betânia Rodrigues De Londrina 
Para aderir ao tratamento, o operário da construção civil Júlio César de Oliveira, 22 anos, teve que vencer o medo da injeção. Ele contraiu leishmaniose há cerca de dois meses e, há doze dias, está tomando antimoniato de N-metilglucamina num posto de saúde da periferia de Londrina. Até o final da próxima semana, ele deverá consumir 15 ampolas do remédio.
Não conhecia a doença e nem imaginava que aquela feridinha no peito do pé pudesse ser o sintoma. Meu pai tinha várias delas em todo corpo e só descobriu depois que meu exame deu positivo. O caso dele é mais grave um pouco, explica.
Morador da Estância Girassol (zona rural), ele diz não saber onde contraiu a leishmaniose. Sua casa fica a cerca de quatro quilômetros do Parque Arthur Thomas, principal foco do mosquito flebótomo em Londrina. Neste ano, a Vigilância Sanitária registrou 11 casos, contra 80 no ano passado. O tratamento dura cerca de 20 dias e, se não for concluído, a doença pode voltar e atingir as mucosas da boca e nariz, causando deformações.
A leishmaniose registrada na cidade é do tipo tegumentar americana e provoca feridas na pele dos infectados. A doença é causada pelo protozoário leishmânia, que vive no organismo de animais silvestres como rato e macaco. O flebótomo é o transmissor desse protozoário à rede sanguínea do ser humano. Não existe o perigo de uma pessoa infectar a outra porque só o mosquito pode fazer isso, explica Elson Belizario, supervisor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde.


