Lei tenta regulamentar tráfego de carroceiros
Marcos Zanatta
De Maringá
As largas avenidas e o tráfego de veículos controlados por uma central computadorizada não livra o trânsito de Maringá do problema das carroças, a maior parte conduzidas por catadores de papel. Não existe uma estatística de quantas carroças circulam pela cidade. Há alguns anos a Secretaria de Transportes tentou cadastrar os carroceiros da cidade, mas o projeto não foi em frente. Os próprios catadores de papel calculam que pelo menos 100 carroceiros trabalham no serviço na área central.
O registro de carroças envolvidas em acidentes também é pequeno. Mesmo assim os motoristas querem as ruas e avenidas livres dos carroceiros e até dos catadores que utilizam carrinhos de mão. O excesso de carroças torna o trânsito confuso e perigoso, reclama o vendedor Clóvis Albarez, que transita todos os dias pelo centro de Maringá. Para tentar sanar o problema os vereadores da cidade já apresentaram várias propostas. A mais aceitável seria os comerciantes deixarem de colocar papelão na calçada durante o dia.
A idéia se tornou lei há pouco mais de dois anos. Hoje o lixo das lojas do centro só podem ser colocados nas calçadas após as 18 horas. Mas como não existe fiscalização e os carroceiros são muitos, os comerciantes colocam papelão quase que o dia todo nas calçadas. O resultado é que os carroceiros continuam nas ruas, até em maior número. No início do ano passado, a vereadora Arlene Lima (PMDB) conseguiu aprovar uma lei mais rígida, que já foi sancionada mas não é aplicada.
A lei obriga o cadastramento de todas as carroças, conforme determina o novo código de trânsito, segundo a vereadora. Os carroceiros que não estiverem cadastrados podem ser multados em valores de R$ 5,00 a R$ 48,00.





