Lâmpadas, idéia realmente luminosa
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de setembro de 1997
Iara Lessa Londrina 
Mário César
Lâmpadas incandescentes: em diferentes formas e tamanhos elas possuem bulbo leitoso ou transparentes e ótimo IRC. Na foto de baixo, lâmpadas halógenas e dicróicas: luz mais branca, foco dirigido e aberturas especiais
Da lâmpada incandescente de filamento de carvão de Edison à fantástica tecnologia da fibra óptica, em um pouco mais de um século as lâmpadas sofreram uma revolução. Estas pequenas maravilhas estão presentes em nossas casas, ruas, ares, mares e até mesmo no espaço, iluminando um pouco melhor as coisas à nossa volta. Hoje são tantos os tipos de lâmpadas disponíveis no mercado, que, acredite, é preciso conhecer um pouco cada uma de suas características para não cometer algum erro na hora da compra.
Para começar, se você é daqueles que acreditam que o número de watts impresso no bulbo de uma lâmpada indica seu poder de iluminação, então há tempos você precisa de uma luz sobre o assunto. Os watts indicam a potência e o consumo de energia elétrica. Por exemplo, muitas lâmpadas fluorescentes consomem o mesmo que lâmpadas incandescentes comuns e iluminam muito mais. Para uma boa iluminação, além do bem-estar que ela proporciona e da economia de energia elétrica, é preciso levar em conta o fluxo luminoso, sua eficiência e o Índice de Reprodução de Cores (IRC).
O fluxo luminoso é a quantidade luz que uma lâmpada emite. É medido em lúmens através de aparelhagem específica. A eficiência luminosa é o quanto uma lâmpada gasta de energia elétrica para produzir uma determinada quantidade de luz. Já o modo como a luz reproduz as cores é o ICR. A melhor reprodução de cores é a feita pelo sol, logo as lâmpadas que emitem luz semelhante à luz do sol, têm melhor índice. O uso errado da reprodução de cores das fontes de luz é que muitas vezes faz com que uma blusa mude de cor quando se chega em casa.
Por isso não adianta nada comprar luminárias, lustres e afins bonitinhos e caros e colocar lâmpadas erradas. Na hora de comprar o consumidor deve ficar atento a diversos fatos. Segundo Neide Gritzback Figueiró, especialista no assunto, na hora de comprar uma lâmpada é bom avaliar sua vida útil, a eficiência luminosa, o Índice de Reprodução de Cores, a aparelhagem que é preciso para a instalação e o quanto se está disposto a gastar. Não adianta apenas trocar as lâmpadas velhas por outras mais econômicas e duráveis. É preciso avaliar as reais necessidades de iluminação do ambiente. Uma boa iluminação aumenta as vendas, melhora a produtividade e a qualidade de vida das pessoas, avalia.


