Investir para ampliar mercado
O presidente da Copacol, Valter Pitol, entende que, apesar da concorrência, é preciso insistir nos investimentos visando ao aumento e verticalização da produção para ampliar a participação no mercado. Ele reconhece que a marca é um diferencial importante para isso. ''E a Copacol está no mercado há 21 anos'', lembra. ''Nós tivemos a felicidade de entrar no mercado quando não havia muitas marcas de produtos de frango. E estamos aí há muito tempo. Por isso, a marca se tornou conhecida, ajuda a vender e a sustentar o preço.''
A meta, conforme Pitol, é chegar ao final do ano com abate de 280 mil aves por dia. Para isso, a cooperativa investiu R$ 30 milhões no ano passado no sistema e, neste exercício, está aplicando outros R$ 5 milhões no frigorífico e R$ 3 milhões na estrutura de recebimento. A expectativa, pelos cálculos de Pitol, é que os produtores invistam R$ 15 milhões somando financiamentos e recursos próprios em novos aviários. Assim será possível encerrar 2003 com 12% a mais no volume de abate.
O executivo diz que a intenção é manter o patamar de exportação em 25% do total produzido, por considerar um índice bom. E, no mercado interno, além do produto in natura, principalmente os cortes, que respondem por 87% da produção, a empresa continuará dando ênfase aos chamados produtos verticalizados como linguiça, salsicha, mortadela, hambúrguer, frango temperado, entre outros. A meta é elevar a oferta mensal de 400 toneladas para 600 toneladas de produtos industrializados até o final do ano.
Pitol lembra que a Copacol tem outras vantagens, como dispor de filiais em mercados consumidores importantes, como Brasília, que absorve 15% da produção; Curitiba e região metropolitana, com 13%; Campo Grande (MS), 8%; e em vários outros pontos do Paraná, que respondem por 21% do consumo de seus produtos. Também está presente em São Paulo e no Nordeste brasileiro. Ele considera ainda que a recente obtenção da certificação ISO 9001/2000 a primeira concedida no País para uma cooperativa em toda a linha de abate de frango e a da EFSIS (Sistema Europeu de Inspeção de Segurança de Alimentos) contribuirão para aumentar a partipação no mercado.
O presidente da cooperativa enfatiza que o ganho de poder de competição tem início no campo, com a produção eficiente de grãos, e nas granjas, com a qualidade das aves, passando pelas outras etapas do processo. ''Tudo faz parte de uma cadeia de eficiência, desde a produção, administração, serviço. Tudo tem de estar muito bem ajustado para funcionar direito'', destaca. A empresa promove treinamento de pessoal o ano todo e concede 627 bolsas de estudos de curso superior para cooperados e funcionários.





