Diante das suspeitas de que o atirador Omar Mateen teria agido a mando do Estado Islâmico no ataque à boate gay em Orlando, a Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras) emitiu nota ressaltando que, no mês sagrado do Ramadã, que deveria ser marcado apenas por profunda reflexão e oração, "repudia os atos violentos ocorridos ao longo deste mês na Síria, Iraque e nos Estados Unidos".
Na Síria, em cinco anos de guerra, acredita-se que mais de 280 mil pessoas já morreram e milhões estão refugiadas pelo mundo. Na primeira semana do Ramadã, 224 civis morreram – 67 eram menores de idade – em bombardeios da aviação russa e síria. No dia 12 de junho, outros 21 foram vítimas de um bombardeio num mercado, numa região controlada por um grupo extremista.
No início do mês, no Iraque, na capital Bagdá, dois homens-bomba provocaram a morte de 22 pessoas e deixaram outras 70 feridas. "E nos Estados Unidos, na madrugada do dia 12 de junho, no maior massacre registrado pelo país, um americano de origem afegã, extremista e simpatizante do Estado Islâmico pôs fim à vida de 49 pessoas numa boate em Orlando", ressalta o texto.
Para a entidade, religião não pode ser motivo para atentados contra a vida e a paz. "Vale lembrar que o Islamismo é contra a violência de qualquer natureza, independentemente de raça, credo, sexo ou idade. Desta forma, terrorismo, por exemplo, não se justifica pela nossa crença e nem faz parte dos nossos costumes", destaca a nota.

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